Thumb igor melo e evaristo pizaAs temporadas 2020 e 2021 não têm sido fáceis para o futebol brasileiro, principalmente potiguar. Em um ano a bola foi obrigada a parar de rolar nos gramados do Rio Grande do Norte por duas vezes em razão da Pandemia do Covid-19 e o prejuízo para os clubes se apresentam dentro e fora de campo. Confirmada pela Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), a próxima partida oficial acontecerá na quinta-feira (8), às 15h, contra o Palmeira de Goianinha, pelo Campeonato Estadual.

Na atual temporada, o América realizou a pré-temporada em apenas quatro semanas, preparação atípica em razão do calendário 2020 ter sido finalizado em 2021. Até a parada do Campeonato Estadual por força do decreto emitido pelo Governo do Estado, o Alvirrubro esteve em período competitivo por seis semanas e realizou cinco jogos oficiais, tendo o último sido disputado no dia 14 de março, contra o Globo, no estádio Barrettão, em Ceará-Mirim, pela quarta rodada do primeiro turno do Campeonato Potiguar.

Até a última segunda-feira (5) a única certeza no Alvirrubro – que voltou a treinar no dia 24 de março – era de que o próximo compromisso oficial seria no dia 14 de abril, contra o Cruzeiro-MG, na Arena das Dunas, pela segunda fase da Copa do Brasil. No entanto tudo mudou com a confirmação do retorno do Estadual.

“Enquanto estamos só treinando, perdendo ritmo de jogo, o Cruzeiro-MG seguia disputando o Campeonato Mineiro e ganhando não só ritmo, como também entrosamento. Nosso time estava criando uma cara e crescendo a cada jogo e a paralisação quebrou essa ascensão. A Copa do Brasil é uma competição financeiramente muito importante para o América e mais uma passagem de fase pode garantir todo o restante da temporada”, comentou o técnico Evaristo Piza.
 
O impacto deste período de paralisação das competições obrigou o Alvirrubro a reorganizar todas as cargas de trabalho. O período de incertezas dificultou bastante o planejamento dos departamentos de Fisiologia e Preparação Física que precisaram trabalhar para que os atletas se mantivessem nas melhores condições possíveis.  “Sabemos que o crescimento é constante, mas chegar ao pico da preparação física no momento errado pode custar muito caro. O planejamento é fundamental e nossas programações são baseadas nos jogos. Sem essas definições, aumentamos consideravelmente a nossa margem de erro”, explicou o fisiologista Igor Melo.

“Para tentar solucionar todo este problema, individualizando o máximo a carga de treinamento dos nossos atletas, trabalhando de formas separadas aqueles que precisam de uma carga mais alta e recuperando aqueles que já estão mais desgastados. O déficit de força e potência, por exemplo, pode chegar a 10% de atleta para atleta”, completou Igor.

No alto rendimento de trabalho, cada sessão de treino tem uma grande influência durante o processo de preparação e manutenção do elenco. Em seis dias sem movimentação no CT o grupo americano perdeu 12 turnos possíveis de treinamentos sem falar dos aspectos secundários como controle da alimentação, suplementação e fisioterapia, fatores de fundamental importância para que os atletas tenham condições mínimas de disputar todas as competições de uma forma segura e competitiva.

Fotos: Canindé Pereira/América FC

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