Em uma história marcada por vários títulos e glórias, muitos craques foram fundamentais na escrita dos 94 anos do América. Com seus dribles, defesas e gols, foram imortalizados e para sempre estarão no coração da torcida alvirrubra, que não se cansa de reverenciar o talento dos seus grandes ídolos. Com o intuito de homenageá-los, a equipe do site oficial estreia um novo espaço, o Memorial do Dragão, na qual reviveremos grandes momentos, contaremos a história de jogadores que se tornaram ídolos e marcaram época defendendo as cores do maior clube do RN, o América de Natal. Para estrear essa nova seção, contaremos um pouco da trajetória de nosso paredão dos anos 70, confira abaixo a história de Ubiraja e sua passagem pelo Mecão:

Ubirajara Dias Ribeiro, talvez se alguém falasse esse nome perto de torcedores americanos com menos de 30 anos, nenhum soubesse quem seria essa pessoa, mas para os que viveram e viram os primeiros anos de existência do nosso estádio João Machado deve saber de quem se trata. Pois bem, esse talentoso atleta ficou conhecido em sua primeira passagem pelo futebol do RN como “são Ubirajara”, nome herdado pelos milagres que fazia dentro de campo, milagres esses, que ajudou o glorioso alvirrubro da Rodrigues Alves a conquistar os títulos de campeão norte/nordeste (Taça Almir 1973), e o bicampeonato estadual de 1974 e 1975, sendo os primeiros títulos do dragão na era Machadão, sem esquecer, que no período no qual ficou no América (abril de 1973-abril de 1976), só perdeu um clássico, 1x0 na sua estréia, depois disso veio o jejum adversário de 2 anos sem vitórias, período esse que ficou marcado pelas defesas de são Ubirajara e dos gols marcantes de Hélcio Jacaré, outro carioca radicado em Natal.

Quando perguntado por um jogo marcante ele logo afirma que foi a final de 1975, quando o time era formado por: Ubirajara, Ivan Silva, Zeca, Odélio, Mário Braga, Olímpio, Reinaldo, Pedrada, Washigton, Hélcio Jacaré e Ivanildo. Ao falar deste jogo, logo lembra do ex-tesoureiro do América Totinha, que ao chegar ao vestiário, mostrou um cartaz com três letras escritas “A.B.C. logo os companheiros estranharam e questionaram o que era aquilo, e logo Totinha cuidou de apaziguar o humor da rapaziada completando as letras com América Bi Campeão, ele afirma que aquele cartaz simbolizou no final da partida a festa do primeiro bicampeonato americano no poema de concreto. Hoje afirma se sentir realizado por estar de volta a casa que tanto deu-lhe orgulho.

Nascido em São Cristóvão – RJ, no dia 21/06/1947, são Ubirajara começa sua carreira profissional no Bom Sucesso aos 19 anos de idade -1966, em 1970 logo se transfere para a Portuguesa–RJ, em 1971 vai para o Paysandú-PA, onde se torna campeão profissional pela primeira vez, em 1972 vai para o Moto Clube–MA, onde é campeão mais uma vez, só que perde o titulo no STJD para o Sampaio Corrêa, por seu time ter utilizado um jogador irregular, em 1973 chega ao clube em que iria vivenciar seus melhores anos como atleta profissional, América Futebol Clube de Natal, conquistando a Taça Almir 1973, o bicampeonato estadual 1974/1975 e a taça cidade do Natal, se despedindo do América com uma vitória sobre o time da vila olímpica no domingo e no outro final de semana estreava com vitória em um clássico cearense pelo Ferroviário, isso em abril de 1976, em 1977 foi para o Fluminense-BA, em 1978 já estava no Mixto de Cuiabá, em 1979 foi para o São Bento de Sorocaba–SP, em 1980 e 1981 estava no Goiás, onde sagrou-se bicampeão Goiano, em 1983 foi para o Vila Nova de Goiás, onde conquistou mais um título daquele estado e por fim encerrou sua carreira em 1983 no Atlético Goianiense.

Ao todo foram 12 clubes defendidos pelo eterno são Ubirajara como jogador profissional, mas como todo boleiro nunca deixa os gramados, em 1988 ele retorna aos campos como, preparador de goleiros e logo conquista títulos por onde passa como, o tricampeonato brasileiro juvenil e o bicampeonato estadual de juniores do Rio de Janeiro pelo Botafogo, e dois títulos estaduais (1988 e 1998) e um brasileiro (1995) pelo mesmo Botafogo, só que agora no time profissional, no mesmo ano de 1998 vai para Doha no Qatar defender as cores do Al Arabi, em 2000 volta para o Brasil para defender as cores do Vila Rio onde ficaria até 2001, de 2002-2004 fica no Nova Iguaçu, no início de 2005 vai para a Portuguesa Santista, fica três meses e se transfere para o Imperatriz do Maranhão, de 2006-2008 fica na Matonense–SP, no meio do ano de 2008 resolve tirar férias e vem a Natal a passeio, em outubro quando resolve fazer uma visita ao glorioso da Rodrigues Alves, é recepcionado pelo então presidente José Rocha que de cara, faz uma proposta para o são Ubirajara voltar a defender as cores alvirrubra.  Logo a proposta é aceita, e em 2009 o bom filho a casa torna. Após passar por 12 clubes em toda sua carreira profissional e ter 11 filhos, o andarilho Ubirajara hoje é supervisor de futebol das categorias de base do América, onde pretende conquistar vários títulos pelas cores que faz seu coração pulsar.