Essa galeria foi criada para resgatar um pouco da história do nosso glorioso Mecão e, para que a nova geração de torcedores conheçam um pouco dos ídolos do passado, pois durante o processo de renovação da torcida, muitos não conhecem e/ou não tem acesso a materiais sobre a história do clube e dos craques do passado.




Souza, craque nato, eterno Rei da torcida americana.
Em breve uma matéria completa com nosso maior ídolo.




Moura, o Príncipe Negro alvirrubro..
Em breve uma matéria completa com Moura.





Unanimidade. Hélcio Jacaré é citado por 10 entre 10 torcedores do América quando o assunto é ídolo, o maior atleta da era Castelão. Jogador de talento puro, gols inacreditáveis, chegou ao América em 1973, onde permaneceu até 1976. Conquistou dois títulos estaduais e um Campeonato do Norteste, a Taça Almir.

Meia atacante, ele parecia ser desajeitado por ser muito grande, pesadão, mas flutuava em campo e surpreendia os adversários. Recebeu muitas propostas para deixar o América e se transferir para o futebol carioca. Não foi. A diretoria cobria a proposta e os torcedores se reuniam para cobrir o salário dele, era a chamada "Operação Hélcio Jacaré"




Na mesma época de Hélcio Jacaré, chegava ao América o lateral direito Ivan Silva. Passou 10 anos defendendo as cores do alvirrubro e conquistou sete títulos estaduais (1974, 1975, 1977, 1979, 1980, 1981 e 1982), além da Taça Almir e mais quatro Taças Cidade do Natal.


A velocidade era sua grande arma e apesar de não ser especialista em finalizações, contabiliza 70 gols marcados. Começou a jogar no Rio de Janeiro, onde atuou pelo Madureira e pelo Ferroviário antes de desembarcar em Natal. O América foi seu terceiro e último clube. "Depois de 10 anos morando em Natal, esta passou a ser minha terra", revela Ivan Silva.


Três irmãos, três craques, todos com passagem pelo América. Saquinho, o mais velho, é considerado o maior atacante do América. Autor de gols importantes e decisivos, artilheiro nato que emocionava os torcedores no Juvenal Lamartine - de 1956 a 1959. "Ele tinha uma habilidade impressionante e enlouquecia a defesa adversária cada vez que dominava a bola", conta José Ribamar Cavalcanti, ex-jogador que chegou a ser supervisor do América em 1994 - hoje, é um dos maiores estudiosos do futebol do Rio Grande do Norte. Além de fazer muitos gols, segundo Ribamar, Saquinho facilitava o trabalho do meio-campo ao se oferecer para as jogadas. "Tecnicamente, irrepreensível", completa. Do América, Saquinho foi para o Fluminense e depois para o futebol mineiro.


Saquinho

Assis e Pancinha: Dupla Imbatível
Pancinha

O irmão Zé Gobat, oito anos mais novo, foi meio-campo do Mecão, já Pancinha seguiu o caminho de Saquinho e partiu para o ataque. Atuou pelo América de 1967 a 1970. "Fui da época de Véscio, Bagadão, Cláudio Berilo, Assis", lembra o centro-acante campeão em 1967 e 1969. Um goleador, que perdeu a conta de quantas vezes marcou com a camisa rubra, formando duplas memoráveis com Assis. "Eu era um jogador de área", simplifica. Em 1970, foi transferido para Portugal, onde encerrou a carreira nove anos depois, aos 33 anos.


Raça e fino trato com a bola, essas eram as características marcantes do saudoso Scala. Há quem diga, que ele foi o melhor zagueiro central que já atuou no futebol do RN. Scala chegou em Natal para jogar no América, em 1973, visando as disputas do campeonato nacional, trazido pelo presidente Dilermano Machado.

Estava nos planos do contrato que o zagueiro só passaria três meses na cidade do sol, mas, um imprevisto aconteceu. Scala se apaixonou pelo Rio Grande do Norte, e para a sorte do Estado, ele renovou seu contrato por mais um ano. Em 1974, sagrou-se campeão do estado pelo América e logo após deixou o futebol, como jogador. Vale ressaltar que Luiz Carlos Scala passou por clubes como Internacional e Botafogo, além de vestir a camisa da seleção brasileira.

Ainda figurou como treinador, passando pelos três clubes mais tradicionais do RN. E logo depois, passou a colaborar com o futebol sendo comentarista. Scala, mesmo quando se afastou um pouco do futebol, permaneceu no RN administrando a Imobiliária Costa Azul.

Em outubro de 2007, Scala saiu da vida para entrar na história. Sofria do mal de Alzheimer e teve quadro de pneumonia agravado. Veio a falecer no dia 10/10/2007.



Ubirajara Dias Ribeiro iniciou a carreira muito jovem e teve várias dificuldades até alcançar seus objetivos. Conquistou seu espaço no futebol a custo de muitos esforços. Passou por grandes times nacionais e fez sua história no América. Atulmente é preparador de goleiros do América.