Aqui você acompanhará toda a trajetória gloriosa do América Futebol Clube. Todos os fatos marcantes e decisivos para a história de sucesso do alvirrubro potiguar estão narrados nesta seção, desde 1915 até os dias atuais.

Todas as informações encontradas aqui foram conseguidas através de pesquisas, como também de colaborações de torcedores e admiradores do Orgulho do Rio Grande do Norte.





Em pé: Chico, Mauricio, Papagaio, Edvaldo, Marçal e Mauro;
Agachado: Gilvandro, Juarez, Cezimar, Saquinho e Wallace.

Campeão: América (vice: Abc)
Participantes: 7 (América, Abc, Alecrim, Santa Cruz, Riachuelo, Atlético e Grêmio)
Artilheiro: Saquinho (América), com 12 gols




Em pé: Salvador Lamas, Dwight, Assis, Jorge Moura, Bira Mota, Zé Silum e Macarrão.
Agachado: Washington, Bel, Toinho, Dodoca, Artuzinho, Totinha e Eunélio.

Foto tirada em 27/07/1966, na ocasião uma Copa Norte/Nordeste de Futsal, onde participaram times do Ceára, Pará, Maranhão, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Piauí.




Em pé: Lolô, Paulo Tubarão, Bagadão, Biu, William, Arandir, Dedé, Rui,
Souza, Eliezer (goleiro) e Rodrigues.
Agachados: Macarrão (massagista), Magno, Assis, Nazareno, Pancinha, Véscio e Valdir.


Algumas Curiosidades:

* Campeão em cima do Riachuelo;
* Melhor ataque;
* Melhor defesa;
* Artilheiro do campeonato com Evaldo "Pancinha" (10 gols)
* Time com maior renda e média de público.




Em pé: Nino, Cláudio, Osmar, Jairo, Anchieta e Pirangi.
Agachados: Zezé, Zé Ireno, Toia, Valdeque e Burunga.

Reportagem da época (jornal desconhecido):
América 2 x 0 ABC

ADEUS ESCRITA
Quando o ABC acertou uma bola na trave de Jairo e este, milagrosamente, voltou a defender numa cabeçada certeira de Josenildo, muita gente acreditou que era chegado o dia do América quebrar a velha escrita.

Nos confrontos entre as duas equipes a sorte nem sempre estava ao lado dos rubros, que acabam perdendo ou, no máximo, ficando no empate.

Mas, como araruta tem seu dia de mingau, segundo velho refrão popular, ontem foi o dia D.

O espetáculo esteve à altura de sua tradição, com um público realmente impressionante batendo um novo recorde de arrecadação no velho campinho de Tirol. O ABC começou a partida com todo o gás, não obstante o detalhe de estar atacando para cima, enquanto o América mostrava-se indeciso na defesa, titubeante na meia cancha e quase nulo na ofensiva.

A rigor, a única peça realmente funcionando bem era o goleiro Jairo, de uma tranquilidade acima do normal. Com isso, esbarravam os ataques do alvinegro, que, assim mesmo, persistia buscando a abertura do marcardo. O maior corredor era pelo lado direito, com Pirangi dando enorme folga a Zé Maria, que realizava investidas perigosíssimas pela direita. Esse estado de coisa durou exatamente 45 minutos iniciais, com o bombardeio sendo diminuído esporadicamente, em ataques tentados por Zezé, pela direita. Num deles, a bola saiu rolando pelo meio e foi até Burunga, que centrou e Ireno testou com incrível violência, vencendo Erivan. Aí, estava provado que o dia seria rubro. Até então (pelo menos durante os anos 70 foi assim) quem atacava mais era o América, porém, quem marcava era o ABC. Ontem, houve o inverso.

Para o segundo tempo, Caiçara resolveu precaver-se, porque até mesmo o empate proporcionaria ao clube ganhar o turno da Taça, embora o grande objetivo do treinador fosse a vitória, sonhada por muitos dias. Ele recuou Osmar, deixando-o como líbero, alguns metros além dos quatros zagueiros.

Isso foi uma arma que Prudêncio não notou a tempo, só verificando que o ataque do seu time estava tolhido nos passos à altura dos 60 minutos (15 da 2ª fase), tirando Zé Maria e colocando Gilson. Ainda assim as coisas mudaram muito pouco, embora seja inegável a maior pujança física e técnica do novo atacante, cuja vontade de marcar quase o levava a atingir o goleiro Jairo.

Aos 70' e 75' Caiçara deu outra de mestre, tirando Pirangi e colocando Duda, com sangue novo, e fazendo entrar Edmilson no lugar de Zezé. O primeiro servia para compensar a presença de Gilson, que vinha fresquinho, enquanto Edmilson levava a finalidade de parar a bola, já que Zezé, na ânsia quase incontida de querer vencer ao ABC não fazia o jogo indicado pelo momento.

Antes, Prudêncio havia tentado uma saída na base de Gonzaga substituindo a Correia, já que o pernambucando não estava nos seus melhores dias. A fórmula têve resultado apenas sob o aspecto ofensivo, já que Gonzaga vai mais à frente que o seus substituído. Mas, paradoxalmente, ficou o negócio atrás mais fácil para o América.

Tanto é que, quando todos esperavam que o quadro rubro fosse recuar, o que se viu foi quase o contrário, isto é, um jogo dividido pendendo mais para os lados americanos. A maior prova disse é que, quando Meireles concluiu a partida a bola estava no campo do ABC.

Destaque
No América, é inegável que a maior figura foi o goleiro Jairo; quer pelas defesas impressionantes que fez, quer pela calma nas horas difíceis. Sua tranquilidade irradiou aos demais companheiros. Sem dúvida, a maior aquisição do América-71. Na zaga, Cláudio e Anchieta tiveram um início confuso para depois subirem de produção, o mesmo ocorrendo com Pirangi e Nino.

A meia-cancha, com as incertezas que eram esperadas pela falta de união ente os dois. Mais tarde, com as atribuições individuais, cada um cumpriu fielmente sua missão. No ataque, os destaques foram poucos. A fase inicial mostrou uma ofensiva temerosa, com Toia muito parado e com medo de Edson (de quem levou usn gritos e acuou-se). Na etapa final, com o esquema adotado por Caiçara a produção foi bem melhor, com isso melhorando Toia, melhorando Burunga e até mesmo Ireno, que àquela altura, estava preocupado em ajudar o meio campo.

No ABC, Erivan teve pouco o que fazer no primeiro tempo. No segundo, quando se esperava que fosse trabalhar muito menos, ocorreu o contrário.

Fez uma defesa de grande vulto, Edson foi o melhor zagueiro, seguido de Josemar e Anchieta.

Fraco todo meio campo e fraco também o ataque, que teve peque lucidez de Alberi. Edavaldo, que vinha sendo o espantalho, omitiu-se




Nomes como Scala, Ivan Silva, Paúra, Mário Braga, Ubirajara, Santa Cruz, Hélcio Jacaré e Gilson Porto estão na história do Mecão Campeão da Taça Almir.

Durante a primeira fase do campeonato brasileiro de 1973, o América-RN foi o melhor clube do Norte-Nordeste no confronto direto contra outros clubes das duas regiões, sendo-lhe então auferido o troféu Norte-Nordeste, também chamado de Taça Almir de Albuquerque. Albuquerque foi um centroavante revelado pelo Sport de Recife na década de 50 e se tornou querido pela torcida por sua valentia, que lhe rendeu passagens pelos times cariocas do Flamengo e Bangu. O prêmio foi instituído pela Confederação Brasileira de Desporto a pedido da Federação Pernambucana de Futebol. Durante a sua campanha para fazer jus ao troféu, o América-RN disputou 7 jogos, vencendo 4 e empatando 3, terminando o campeonato invicto. Marcou 11 gols e tomou 4.

Data: 25.08.1973
América-RN 0 X 0 Rio Negro

Data: 02.09.1973
América-RN 2 X 0 Sergipe

Data: 05.09.1973
América-RN 2 X 0 Ceará

Data: 16.09.1973
América-RN 2 X 2 Santa Cruz
Data: 23.09.1973
Remo 1 X 2 América-RN

Data: 24.10.1973
América-RN 1 X 1 Vitória

Data: 27.10.1973
América-RN 2 X 0 Náutico


Mecão ergue a Taça Almir.
Hélcio Jacaré, grande ídolo no período de 1973/76


Ainda em 1973, outro fato histórico foi a vitória em cima do Vasco da Gama em São Januário.

Time que venceu o Vasco em 1973 em São Januário.
Festa Rubra em São Januário.




Time Campeão Invicto de 1974.
Em pé: Otávio, Ivan Silva, Mário Braga, Djalma, Edinho e Cosme.
Aganhados: Marcarrão (massagista), Jangada, Garcia, Santa Cruz, Hélcio e Reinaldo.


Time Bi-Campeão de 1975.
Em pé: Ivan Silva (2), Ubirajara (1), Zeca (5), Odélio (4), Mário Braga (3), Olimpío (6).
Agachados: Reinaldo (7), Pedrada (9), Washington (8), Hélcio Jacaré (10), Ivanildo (11).




Time Tri-Campeão Estadual de 1981.
Em pé: César, Ivã, Jailson, Lúcio, Baltazar e Wassil.
Agachados: Sandoval, Norival, Militão, Didi Duarte e Severinho.




Time Tetra-Campeão Estadual Invicto de 1982.
Em pé: Artuzinho, Saraiva, Lúcio, Ivan, Rafael, Baltazar e Vassil
Agachados: Curió, Aílton, Silva, Gilson e Severino.

Ivan Silva, capitão do título, sendo carregado pelo público, que invadiu o gramado para comemorar o tetra-campeonato de 1982.
Os jornais destacaram o tetra-campeonato invicto do Mecão.




Em mais uma demonstração de força, a equipe potiguar venceu a Copa do Nordeste de 1998, derrotando o Vitória-BA na final por 3 a 1.

Time Campeão do Nordeste de 1998:
Em Pé: Carioca, Gabriel, Paulo Roberto, Gilson, Vanderley, Bruno Lima, Henrique, André e Artur;
Agachados: Paloma, Montanha, Leonardo, Moura, Rogerinho, Biro Biro, Kobayashi e Flaviano.

Em 1998, o América-RN venceu a Copa do Nordeste, um torneio disputado entre os melhores clubes da região. Na sua campanha rumo ao título, o alvirubro venceu nove partidas, empatou uma e perdeu quatro. O jogador do América-RN, Paulinho Kobayashi, foi o artilheiro da competição com nove gols. No primeiro jogo da final contra o Vitória-BA, em salvador, a equipe potiguar perdeu por 2x1. Porém, na segunda partida, no dia 04 de junho de 1998, em Natal, o América-RN conseguiu uma vitória por 3x1 e conquistou o título do campeonato. O técnico era Arthurzinho. O árbitro da partida era o pernambucano Wilson de Souza Mendonça. Os gols americanos foram anotados por Biro-Biro, Paulinho Kobayashi e Carioca. Flávio descontaria para o Vitória-BA. O time baiano era treinado por Hélio dos Anjos e tinha o habilidoso jogador sérvio Petkovic em seu elenco.

Time titular do jogo histórico no Machadão: Gabriel, Gilson, Paulo Roberto, Lima e Rogerinho; Montanha, Carioca, Moura e Biro Biro, Kobayashi e Leonardo. Tec: Artuzinho

Confira abaixo a tabela completa do histórico título alvi-rubro:

Primeira Fase:

Data: 05.02.1998
Náutico 0 X 1 América
Local: Almeidão - João Pessoa

Data: 26.02.1998
Fluminense-BA 1 X 1 América-RN
Local: Feira de Santana-BA

Data: 03.03.1998
América 3 X 2 Botafogo-PB
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 06.03.1998
América 0 X 1 Fluminense-BA
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 12.03.1998
Botafogo-PB 3 X 1 América
Local: Almeidão - João Pessoa

Data: 19.03.1998
América 5 X 0 Náutico
Local: Machadão - Natal-RN
Segunda Fase:

Data: 26.03.1998
ABC 0 x 4 América
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 02.04.1998
América 3 x 0 Santa Cruz
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 09.04.1998
América 2 X 0 Ceará
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 16.04.1998
Ceará 1 x 2 América
Local: Castelão - Fortaleza-CE

Data: 30.04.1998
América 2 x 1 ABC
Local: Machadão - Natal-RN

Data: 07.05.1998
Santa Cruz 3 x 1 América
Local: Arrudão - Recife-PE

Final:

Data: 20.05.1998
Vitória 2 X 1 América
Local: Estádio Manoel Barradas - Salvador-BA

Data: 04.06.1998
América 3 X 1 Vitória
Local: Estádio Machadão - Natal-RN


Taça da Copa do Nordeste 1998